quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Após enterro, moradores da Mangueira tentam fechar via


Moradores tentaram fechar a Avenida Visconde de Niterói.
Motoristas ficaram assustados com o tumulto.

Do G1 Rio
Um protesto de moradores da Mangueira, na Zona Norte do Rio, terminou em confronto com a Polícia Militar nesta quarta-feira (29), como informou o RJTV 2ª Edição. A PM usou bombas de efeito moral para dispersar o grupo. O tumulto começou logo após o enterro de Caio Martins Ferreira, de 17 anos, morto na noite de terça (28), durante um ataque de criminosos à comunidade.
O enterro aconteceu no final da tarde no Cemitério do Caju. Parentes e amigos da vítima estavam revoltados com a ação dos bandidos que atiraram no rapaz.
Por volta das oito da noite de terça (28), quatro homens armados saíram de uma mata perto da Quinta da Boa Vista. De acordo com o relato de testemunhas, eles invadiram um local conhecido como Campo da Pedreira, onde um grupo de amigos jogava futebol, fizeram vários disparos e fugiram.

Leandro de Oliveira Neves, de 32 anos, levou tiros nas duas pernas, sofreu fratura exposta em um dos pés e está internado no Hospital Souza Aguiar. Rodrigo Miranda de Oliveira, de 29 anos, e uma criança, de cinco anos de idade, também foram levados para o hospital, mas já tiveram alta e estão em casa. Caio Martins Ferreira morreu na hora.
Um parente da vítima contou que um grupo de bandidos está causando pânico na comunidade. “Tem alguém, três caras, que nem no morro estão, vêm perturbar e matar, esquecendo que a família deles está no Morro também.”
Há dois anos, a comunidade ganhou uma Unidade de Polícia Pacificadora. Mas há cerca de dois meses, de acordo com a polícia, criminosos disputam os pontos de vendas de drogas na região. A guerra do tráfico começou depois da morte de Francisco Paulo Testas, o Tuchinha, que ficou 21 anos preso e foi solto há três anos.
Horas após os tiros no campo de futebol, dois ônibus foram invadidos e incendiados nas ruas Visconde de Niterói e São Francisco Xavier.
Morte gera insegurança
O motorista e o cobrador de um ônibus disseram que o grupo responsável pelo ataque invadiu o coletivo lotado ameaçando atear fogo com todos dentro. “Mais ou menos umas vinte pessoas subiram no carro e mandaram a gente descer. Falaram para a gente sair, porque iam queimar o carro e se a gente não saísse, iam queimar o carro com a gente dentro.”
Na manhã desta quarta-feira (29) em um ponto de ônibus, um fiscal da empresa estava assustado: “Uma hora tá boa, outra hora a gente passa por aqui a situação é complicada. Hoje eu estou aqui como fiscal alertando os colegas de trabalho, caso venha acontecer alguma ocorrência, a gente está aqui para ajudar não só o motorista, mas também os passageiros.”
Algumas testemunhas já foram ouvidas pelos agentes da divisão de homicídios. Segundo a polícia, os ônibus incendiados têm relação com a morte do adolescente. A família de Caio Ferreira pede calma para a comunidade da Mangueira e reprova os ataques aos ônibus.
“Nós estamos até pedindo à comunidade para não queimar ônibus, para não fazer ‘badernação’, que não tem nada a ver uma coisa com a outra, dentro do ônibus também só tem trabalhador, não tem marajá e não tem matador dentro do ônibus.”
A Polícia Militar informou que o policiamento foi reforçado na região.

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