sexta-feira, 25 de abril de 2014

VIGILANTES DO RIO PODEM ENTRAR EM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO


Categoria pede, entre outras coisas, reajuste salarial de 10%
 Carlos Grevi/Arquivo

Categoria pede, entre outras coisas, reajuste salarial de 10%

Mais uma vez os cerca de 50 mil vigilantes, dos 13 sindicatos do Estado do Rio de Janeiro poderão cruzar os braços por tempo indeterminado. A categoria, que reivindica reajustes salariais, plano de saúde e outras melhorias, deve já a partir da próxima terça-feira (29/04), iniciar sua paralisação. A última greve da federação, iniciada no dia12 de março de 2012, trouxe inúmeros transtornos, principalmente à população, que se viu vulnerável e a mercê da criminalidade.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes (Sindivig) de Campos, Luis Carlos Rangel da Rocha, em assembleia ocorrida na última terça-feira (22/04) na sede do Sindicato, ficou decidido que, na próxima segunda (28/04), a partir das 20h, na Praça São Salvador, a categoria fará o chamado aos vigilantes. Nesse dia, segundo ele, os seguranças irão traçar suas ações de trabalho dali para frente.
Ainda de acordo com o presidente, patrões e empregados estão longe de chegarem a um acordo, pois nada de novo foi apresentado pelos donos das empresas de seguranças.
“Houve uma tentativa de negociação com o Sindicato Patronal (Sindesp/RJ) realizada no Ministério do Trabalho, mas não houve acordo. A contraproposta dos patrões é de 7% de reajuste no salário, já embutida a inflação e com o ticket alimentação passando de R$ 10 para R$ 13 e nós não aceitamos isso, pois o Estado do Rio a segunda maior economia e que tem o maior custo de vida”, reclamou Luis Carlos.
A proposta inicial da federação com os 13 sindicatos unidos no Estado do Rio pede reajuste salarial de 10%; jornada de trabalho de 44 horas semanais; desconto do ticket de 20% para 5%; plano de saúde para os seguranças e seus dependentes e aumento do ticket alimentação para R$ 20. A data base dos vigilantes é março.
BANCOS NÃO IRÃO ATENDER O PÚBLICO DURANTE A GREVE
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Campos, Hugo Diniz, por determinação da Polícia Federal, os bancos ficam impedidos de funcionar sem vigilantes. Sendo assim, segundo ele, enquanto perdurar a greve, não haverá expediente ao público, ficando o atendimento limitado apenas aos caixas eletrônicos.
“Só lembrando que os bancários vão trabalhar normalmente, mas não haverá atendimento aos clientes por falta de segurança”, ressaltou.
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Fonte: KELLY MARIA

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